Galeria Francisco Fino

Galeria Francisco Fino

A Galeria Francisco Fino é o mais recente espaço de Marvila dedicado às Artes

Marvila continua a crescer com mais um espaço dedicado à arte contemporânea. Na Capitão Leitão, a mesma rua das galerias Baginski e Múrias Centeno, Francisco abriu em maio de 2017 uma galeria homónima, a Galeria Francisco Fino, da qual é fundador e diretor.

Francisco nasceu numa família onde o mundo das artes sempre esteve muito presente, o avô era colecionador e tinha uma relação próxima com vários artistas. Estudou arquitetura e design em Nova Iorque, até 2008. A relação familiar com a arte, as viagens que fez e a experiência nos E.U.A. fizeram-no ter a certeza de que aquilo que gostava de fazer no futuro era ter uma galeria comercial.

Quando chegou a Portugal, no mesmo ano, era a pior das alturas para pensar num projeto próprio com espaço físico, e ao mesmo tempo, como tinha estado fora, Francisco teve a necessidade de recuperar o contacto com o meio, os agentes e o mercado para garantir que havia espaço na cidade para concretizar o seu sonho.

Exposição de Adrien Missika, Demain, Stabilisation Galeria Francisco Fino

Francisco Fino Art Projects

Começou por explorar se havia espaço para uma nova galeria desenvolvendo projetos independentes. Com eles conseguiu criar uma relação com diversos artistas estrangeiros e facilitar a vinda dos mesmos a Portugal para exporem o seu trabalho. Foi assim que nasceu, em 2012, o Francisco Fino Art Projects que tinha como um dos objetivos principais trabalhar com galerias, centros de arte contemporânea e museus, procurando criar as condições necessárias para essa estreita e consistente relação com artistas, curadores e teóricos que potenciem a internacionalização.

O sonho concretizou-se e a 15 de maio de 2017 quando abriu a sua galeria, em Marvila, num antigo armazém de vinho e azeite. Depois de mais de um ano de obras o espaço inaugurou com uma exposição coletiva, mesmo a tempo da participação na Feira Internacional de Arte Contemporânea de Lisboa – ArcoLisboa 2017.  

Exposição de Adrien Missika, Demain, Stabilisation Galeria Francisco Fino

As exposições da Galeria Francisco Fino

No antigo armazém de vinho e azeite juntam-se vários artistas: Gabriel Abrantes, José Pedro Cortes, Karlos Gil, Mariana Silva, Marta Soares, Tris Vonna-Michell e Vasco Araújo. A exposição coletiva que inaugurou o espaço em Marvila, Morphogenesis, com curadoria de  João Laia, contou com a participação de mais de uma dezena de artistas nacionais e internacionais. A aposta na internacionalização da galeria e dos artistas é o grande objetivo de Francisco Fino.

Exposição de Adrien Missika, Demain, Stabilisation Galeria Francisco Fino

No mês de setembro de 2017, a galeria apresentou a primeira exposição individual de Karlos Gil em Portugal. Intitulada Phantom Limbs, o artista mostra várias séries de obras inéditas cujo ponto de partida é a sensação de que um membro amputado permanece ligado ao corpo e a funcionar como parte dele.

Em novembro foi Adrien Missika que encheu a galeria com a exposição Demain, Stabilisation, que terminou esta semana. O artista apresentou um conjunto de trabalhos que parte de uma reflexão continuada sobre questões como ecologia, metabolismo e a nossa relação com o ambiente.

Exposição de Adrien Missika, Demain, Stabilisation Galeria Francisco Fino

Exposição de Adrien Missika, Demain, Stabilisation Galeria Francisco Fino

A próxima exposição da Galeria Francisco Fino Planta Espelho é do fotógrafo português José Pedro Cortes. A inauguração será dia 26 de janeiro, pelas 22 horas.

Belo Campo, por Adrien Missika

Belo Campo é um espaço epífito para culturas contemporâneas dirigido por Adrien Missika e hospedado no porã, antiga adega no espaço da Galeria Francisco Fino. Belo Campo é uma estrutura sem fins lucrativos que visa infundir e difundir ideias, experimentar com espaço e tempo, propor e questionar formatos de culturas contemporâneas.

Exposição de Adrien Missika, Demain, Stabilisation Galeria Francisco Fino

A exposição individual da artista suíça Gina Folly cujo trabalho assenta na análise de fenómenos culturais inaugurou o espaço Belo Campo. A ideia é que este espaço ajude na diversificação do panorama da arte contemporânea de Lisboa. Este espaço e a exposição de Gina Folly é a promessa de uma actividade curatorial diferente e que, de alguma forma, resultará inevitavelmente numa nova dinâmica que valerá a pena acompanhar.

 

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