Ser saudável e consumir produtos bio está na moda e é realmente uma mais valia para a saúde. A Jungle Greens, sediada em Marvila, promove um estilo de vida equilibrado e melhora (em muito) a sua alimentação com o novo modelo de agricultura vertical controlada.
Há cerca de um ano surgia a Jungle Greens. Uma ‘marca’ saudável, tal como o nome indica, destinada ao desenvolvimento de 70 espécies de plantas sem qualquer pesticida.
O Orientre não perde nada do que por aqui se passa, fomos até à Rua de Marvila 36 e estivemos à conversa com Gilles Dreyfus um dos CEO da empresa, que nos explicou como surgiu esta ideia de criar a Jungle “Foi uma viagem bastante incrível, numa manhã em 2015, estava a ler um artigo sobre a crise alimentar no Financial Times e fiquei aterrorizado com o modo de como iríamos comer em 2050″, revelou Gilles.
O francês Gilles Dreyfus largou a área financeira e dedicou-se a tempo inteiro ao estudo da agricultura vertical: o único método que poderia alterar esta realidade.
Mas não estava sozinho, numa das suas viagens em que procurava respostas para este problema ambiental, conheceu Nicolas Seguy, ligado aos sistemas tecnológicos.
Rápido perceberam que se tratavam de uma dupla invencível. Hoje, a Jungle Greens desenvolve em ambientes estritamente controlados vários dos alimentos que consumimos diariamente. É através dos contentores, situados em Marvila, que tudo é controlado, desde a temperatura, à humidade e aos níveis de CO2. Todas as condições naturais são simuladas: “A luz, por exemplo, acompanha aquele que seria o movimento solar e a intensidade dos raios”. “Também expomos as plantas a algum vento como forma de stress para ficaram mais resistentes”, refere o CEO. Estas hortas urbanas são monitorizados com um software profissional que indica as centenas de variáveis em tempo real de cada plantação, e direcciona os nutrientes e minerais exactos a cada planta através de pequenos tubos de alimentação.
As espécies dividem-se em três categorias: as saladas, com alface verde, roxa e rúcula; as ervas aromáticas, como o manjericão limão, verde, o thai, coentros, cebolinho e salsa; e ainda os microvegetais, como o shiso roxo, rabanete verde e roxo, mistura de mostardas e mostarda wasabi.
Mesmo dentro destes ambientes controlados, o processo de crescimento de cada planta é diferente de espécie para espécie. No caso das saladas demoram entre 30 a 35 dias a crescer, depois as ervas aromáticas que rondam os 17-25 dias e por último os microvegetais que precisam de 7 a 12 dias.
Ficou com vontade de experimentar? Todas estas plantas estão à venda na box do Jumbo de Sintra. Os vivos são colocados dentro de um copo de papel e, embora as embalagens pareçam de plástico, são feitas de amido de milho e cana de açúcar, tornando-se assim biodegradáveis.
Gilles e Nicolas sabem que ainda há um longo caminho a percorrer, no entanto, ambicionam atuar numa economia de escala e elevar a Jungle para outros países. É já este ano que se preparam para rumar até uma quinta em Paris.
