O ano começou agora, fresquinho e cheio de energia. 2019 chegou e as novidades na zona oriental de Lisboa começam a surgir.
Projetos há muitos e o ano avizinha-se pleno de obras na zona mais cool de Lisboa.
Comecemos pelo projeto mais votado no Orçamento Participativo de Lisboa: o Jardim do Caracol da Penha. Em outubro de 2016, há exatamente dois anos, centenas de pessoas enchiam as ruas de Lisboa para assistir a 20 espetáculos de teatro, música, dança, que começavam a dar força e a chamar atenção para a luta pela transformação do Caracol da Penha num mega jardim sem carros, numa zona da capital onde não há outros grandes parques ou alternativas.
Os moradores queriam que se aproveitasse um terreno baldio da encosta da Penha de França, sob o talude onde está instalado o Comando Metropolitano da PSP. Para ali, a Câmara tinha projetado um parque de estacionamento da EMEL, mas os residentes das freguesias de Penha de França e Arroios disseram que não.
Os argumentos eram bons: a ausência de espaços com arvoredo na zona; a forte densidade populacional; a ajuda de jardins para drenagem e combate às cheias; o facto de o terreno em causa já pertencer à Câmara de Lisboa, pelo que o processo de criação de um jardim público seria simplificado; e a vontade de ter desporto, baloiços, espaços multiusos, hortas, piqueniques, sombras, árvores, esplanadas, atividades e concertos nas freguesias.
Depois de muita mobilização civil, o projeto ‘180 Jardim do Caracol da Penha’ venceu a edição 2016/2017 do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Lisboa. Já que este mega espaço verde de 10 mil metros quadrados foi o projeto mais votado de sempre do Orçamento Participativo de Lisboa, mas quase dois anos depois, porque ainda não iniciaram as obras? Será que 2019 trará o Jardim do Caracol da Penha? O Orientre soube que, apesar da abertura ter sido inicialmente prevista para 2019, só deve acontecer em 2020, mas isto se as obras começarem, efetivamente, este ano.
Segue-se a abertura de um megaparque verde na zona ribeirinha da capital, junto a Xabregas. É outro projeto muito ambicionado pelas centenas de pessoas que se mudaram para esta zona da cidade. Já passou por lá? Provavelmente. O parque estende-se entre a Avenida Marechal António Spínola e a ponte ciclo pedonal que liga a Bela Vista ao Casal Vistoso, e proporciona uma nova ligação entre o Bairro do Armador, as Olaias e as Avenidas Novas, formando um contínuo com o Parque da Bela Vista. No seu interior, a rede de percursos pedonais e clicáveis, duas praças, parque infantil e quiosque são algumas das estruturas que contribuem para a diversificação de usos deste espaço.
A intervenção no local, uma das linhas de água mais importantes de Lisboa e para onde esteve prevista uma urbanização, envolveu a deposição e movimentação de grandes quantidades de terras com vista à plantação de árvores e arbustos, instalação de prados e relvados e através da modelação do terreno, à diminuição do impacto sonoro e visual das Avenidas Marechal António Spínola e Estados Unidos da América para os utilizadores do parque.
Tal como no Parque da Bela Vista, no Parque Urbano do Vale da Montanha as soluções adotadas passam pelo recurso ao prado bio diverso de sequeiro e a espécies arbóreas adaptadas às caraterísticas do solo e clima desta zona, aumentando a sua resistência e reduzindo as necessidades de manutenção, nomeadamente de rega. O Parque Urbano do Vale da Montanha, cuja segunda fase irá iniciar-se em breve, insere-se no programa de expansão do Corredor Verde Oriental, que no seu conjunto terá uma extensão de cerca de 150 hectares, assegurando a ligação do Areeiro à zona ribeirinha, em Marvila.
2019 é ano de ver crescer o Hub Criativo do Beato no antigo complexo fabril do exército. São 20 edifícios, distribuídos por cerca de 35 mil metros quadrados, de reconhecido valor industrial e arquitetónico, que estão a ser reconvertidos para receber um conjunto de entidades nacionais e internacionais nas áreas da tecnologia, inovação e indústrias criativas que posicionam Lisboa como uma cidade aberta, empreendedora e de referência mundial. O Hub Criativo do Beato pretende juntar as mais inovadoras e diferentes pessoas; ser um espaço aberto à comunidade, de acesso público e vivido ao ritmo da cidade; proporcionar o ecossistema empreendedor da cidade sem esvaziar as dinâmicas já existentes; preservar o património arquitetónico e industrial; ter uma melhor rede de wi-fi e Internet da europa; ter serviços diferenciados para a comunidade residente, ser o ‘best place to work’; family friendly & pet friendly. Mais do que motivos para fazer uma visita assim que for possível.
Mãos à obra que é tempo de continuar a fazer crescer a zona oriental de Lisboa.
